Nelson Pineda escreveu nessa semana, no BeefPoint, artigo em que comenta que a arroba do boi pode e deve ir a R$90 em 2009.
A crise da economia globalizada teve efeito dominó afetando todos os países e segmentos de forma diferente. As exportações de carne bovina brasileira vivenciaram momentos de resultados além dos previsíveis em 2007 e em boa parte de 2008.
O primeiro bimestre de 2009 refletiu a realidade do quadro recessivo mundial, em particular o fato de que os principais importadores do Brasil foram também afetados pelo quadro econômico, sobretudo a Rússia com a queda do preço do petróleo.
Assim, os resultados das exportações no último bimestre de 2008 e no começo de ano foram desanimadoras, com reflexos nos volumes e receitas do setor. Apesar do quadro, o ano 2008 foi mesmo excepcional com um volume de um pouco mais de 2 milhões de toneladas de equivalente carcaça, uma receita cambial de ainda expressivos US$ 5,12 bilhões de dólares (aproximadamente 17% mais que em 2007).
Sem dúvida, estes resultados não vão se repetir em 2009, mas também não irão baixar a patamares muito inferiores a ponto de gerar uma crise profunda na pecuária por um longo período. Os primeiros sinais de recuperação começaram a mostrar a realidade de estoques internacionais praticamente zerados.
Este novo ciclo foi evidenciado nos números de exportação do setor de carnes brasileiras do último bimestre de 2008 e no primeiro de 2009. No último bimestre de 2008 os exportadores brasileiros tentaram cumprir embarques, renegociando preços e forçando o cumprimento de contratos.
Mesmo assim, os resultados oferecem o novo ambiente que teremos que enfrentar neste primeiro semestre. Este último bimestre mostrou ainda amplitude das influências da economia mundial sobre o setor de carne bovina.
Para concretizar uma visão mais otimista, dependemos da evolução do cenário internacional e de ações internas de governo: sistema de rastreabilidade, desoneração fiscal dos frigoríficos não exportadores e liberação dos créditos tributários para os frigoríficos exportadores. Mas há indícios de retomada das exportações.
Leia o artigo “A arroba de boi gordo em 2009 vai a R$90?” na íntegra e debata o tema, escrevendo um comentário.
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A semana começou com o indicador em alta. Para pagamento à vista, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada – Esalq/USP (Cepea) cotou a arroba do boi gordo a R$ 81,00, com valorização de R$ 0,52. O indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo a prazo foi cotado a R$ 81,80/@, com variação positiva de R$ 0,28.
Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, relação de troca, câmbio
Leia na íntegra em: Esalq/BM&F começa semana em alta, futuro acompanha.
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Abaixo estão os 10 artigos mais comentados da semana no BeefPoint.
[Editorial] Crise, Rússia e as exportações brasileiras em 2009. Meu artigo escrito em meados de janeiro, analisando a crise mundial, os impactos na economia russa e suas consequências para as exportações brasileiras de carne bovina em 2009. Inclui algumas sugestões para o Brasil, no mercado interno e internacional.
[Espaço Aberto] O questionamento judicial do Funrural e suas conseqüências. Uma análise muito interessante da situação atual da questão do Funrural.
[Giro do Boi] Arantes entra com pedido de recuperação judicial. Notícia sobre o pedido de recuperação judicial do frigorífico Arantes.
[Espaço Aberto] Pecuária 2009: entre a incerteza econômica e a instabilidade do SISBOV. Artigo de Nelson Pineda sobre a situação atual do Sisbov no Brasil.
[Gerenciamento] Pais e Filhos na Gestão das Propriedades Rurais. Artigo da seção Radares técnicos – Gerenciamento, escrito pela equipe da consultoria Safras&Cifras, parceira da AgriPoint em cursos online sobre o tema.
[Giro do Boi] Boi gordo: mercado firme, arroba segue em alta. Notícia escrita por André Camargo, sobre o mercado do boi.
[Espaço Aberto] Uma nova pecuária-esclarecimentos. Um artigo de Fernando Penteado Cardoso, em continuidade a um artigo dele mesmo, escrito há tempos.
[Espaço Aberto] Brasil 2009: desafios produtivos, câmbios e oportunidades para a cadeia da carne bovina. Artigo de opinião, sobre o que esperar de 2009.
[Panorama do Mercado] Oferta segue pequena, mas frigoríficos alongam escalas e pressionam preços. Artigo mais recente comentando sobre todos os indicadores do mercado do boi gordo, por André Camargo.
[Giro do Boi] Pratini: levará tempo até que mercado se normalize. Notícia em que Pratini de Moraes comenta sobre o mercado internacional.
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Antonio Pereira Lima, leiloeiro rural em Campo Grande, MS e leitor assíduo do BeefPoint é o primeiro entrevistado na seção Nossa Comunidade, lançada pelo BeefPoint.
Leia abaixo um pequeno trecho do seu depoimento.
BeefPoint: O que acha que está melhorando no setor?
Estamos começando a colocar os pés no chão.
BeefPoint: O que acha que falta no setor?
Lideranças e representantes com espírito de sindicalista.
BeefPoint: Como o BeefPoint lhe auxilia no dia-a-dia?
No meu trabalho as informações que econtro no BeefPoint são importantíssimas, passou a ser uma ferramenta.
O objetivo dessa seção é apresentar as pessoas que escrevem, comentam e participam do BeefPoint, no dia-a-dia. Sugestões de nomes são muito bem-vindos.
Sobre Antonio Pereira Lima
Antonio Pereira Lima é leiloeiro rural. Há 20 anos no mercado já realizou mais de 3000 leilões só na capital de Mato Grosso do Sul. Em 1994 recebeu o título de recordista nacional, por ter realizado 1000 leilões no mesmo recinto, hoje com mais de 2.500.000 reses comercializadas.
Leia completo em Antonio Pereira Lima, Leiloeiro rural – Nossa Comunidade – BeefPoint.
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Fizemos uma entrevista com André Dayan, da Vitrogen, sobre a pecuária brasileira e a australiana. Ele faz algumas comparações interessantes e conta um pouco da sua experiência. É nossa segunda entrevista de 2009, agora com novo formato – muito mais curta e objetiva.
Leia parte de uma das respostas.
BeefPoint: O que o Brasil pode (e deve) aprender com a cadeia da carne australiana?
André Dayan: Os australianos tem um problema sério, custo de produção deles é extremamente superior ao custo brasileiro. Seja pelo custo da suplementação nutricional aos animais, seja pela mão de obra, ou pelo alto custo das benfeitorias. Desta forma eles se preocupam muito com a produtividade de suas criações. Os pecuaristas australianos fazem contas, analisam detalhadamente seus negócios e são unidos como classe, diferentemente do Brasil.
Leia na íntegra, acessando André Dayan compara a pecuária brasileira com a australiana.
Sobre a Vitrogen
A Vitrogen atua há 10 anos no setor de biotecnologias de reprodução animal no Brasil. A empresa presta serviços na área de aspiração folicular (OPU), fecundação in vitro, análises de DNA, clonagem, estocagem de célula e DNA, IA e TE em ovinos. A Vitrogen iniciou sua expansão internacional em 2004. Hoje possui unidades na Colômbia, Venezuela, Uruguai, México e Austrália.
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Nesta sexta-feira, o indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista permaneceu praticamente estável, com variação negativa de R$ 0,01, cotado a R$ 83,42/@. O indicador a prazo apresentou a mesma variação, sendo cotado a R$ 84,81/@.
Tabela 1. Principais indicadores, Esalq/BM&F, relação de troca, câmbio

Gráfico 1. Indicador Esalq/BM&FBovespa boi gordo à vista x contratos futuros para janeiro/09

Leia na íntegra, em Escalas alongam e indicador é cotado a R$ 84,81.
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Notícia publicada no BeefPoint hoje fala sobre os impactos da crise na classe média brasileira. Interessante notar que os alimentos, por impactarem pouco no total dos gastos (ao contrário do que acontece na classe baixa), tendem a ter menos problemas.
Atualmente, de cada R$ 100 gastos pelas famílias de classe média, R$ 32,43 são referentes a custos com habitação. Na década de 90, eram R$ 28,13. Já os gastos com alimentação, que atualmente somam R$ 17,81 em cada R$ 100, eram R$ 26,20 na década passada.
Outro dado interessante, é que segundo pesquisa da FGV de 2008, a classe média já representa mais de 50% da população brasileira, um indicativo de que a distribuição de renda vem melhorando no Brasil. Veja no gráfico abaixo, de 2007, o percentual de brasileiros vivendo abaixo da linha de pobreza.

Leia a notícia completa em Crise: classe média sentirá mais os efeitos – Cadeia Produtiva, no Giro do Boi do BeefPoint.
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Leia notícia do BeefPoint, sobre mercado da carne bovina no atacado, e efeitos da queda do preço no ânimo dos frigoríficos.
Apesar do cenário ainda ser de baixa oferta de animais para abate, frigoríficos estão recuados, atentos ao mercado de carne, que vem registrando baixa nos últimos dias, segundo informações do Cepea.
Acesse a tabela completa com as cotações de todas as praças levantadas na seção cotações.
No atacado, o traseiro foi cotado a R$ 6,60 (-R$ 0,10), o dianteiro a R$ 4,00 e a ponta de agulha a R$ 4,10. O equivalente físico foi calculado em R$ 78,92/@ (-0,90%), fazendo o spread (diferença) entre indicador e equivalente subir para R$ 4,62/@.
Leia a notícia na íntegra: Preço da carne recua e comprador se mostra cauteloso.
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Publiquei hoje, um novo editorial do BeefPoint, sobre a crise financeira internacional, seus efeitos na Rússia e como isso afeta o Brasil, nas exportações de carne bovina. Leia um trecho abaixo, ou acesse na íntegra.
A Rússia tem uma renda per capita de US$ 14.680, 51% maior que a renda brasileira, de US$ 9.705 por pessoa (dados de 2007). Em 2008, o Brasil exportou valores recordes para a Rússia. No primeiro trimestre de 2009, espera-se muito poucas compras russas.
Em 2008, as vendas à Rússia tiveram um desempenho acima da média, se comparado com o total das exportações brasileiras. Enquanto que o Brasil cresceu cerca de 20% em valor e decresceu 20% em volume, com a Rússia, o resultado foi melhor. Queda de 15% no volume e aumento de 48% no valor, como pode ser visto na tabela comparativa abaixo.
O grande problema foram os últimos três meses do ano, que na comparação com 2007, tiveram um resultado 48% pior em valor e 63% em volume. Ou seja, até setembro as exportações para a Rússia estavam indo muito bem, mas de outubro para cá, a situação se inverteu. É um retrato do efeito da crise mundial num país com fragilidade econômica e política.
Gráfico. Exportações brasileiras de carne bovina in natura para a Rússia

Acesse o artigo completo em Crise, Rússia e as exportações brasileiras em 2009 – Cadeia Produtiva – BeefPoint.
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